domingo, 4 de março de 2018

"Os Beija-flores e as Flores de Maracujà"



 Lançada em novembro de 2017, essa coleção reune dois belissimos elementos da natureza em algumas de suas variedades: os beija-flores e as flores de maracujas. Criadas com base em registros de grandes fotografos da natureza, as técnicas variam entre desenhos a esferografica, pinturas em acrilica e técnicas mistas, no estilo realista, retratando diferentes especies brasileiras.

Artista: Birgitte Tümmler.
 "Casal de beija-flor-rubi (Heliodoxa rubricauda) e Passiflora alata"
Acrilica s/ tela     91 x 55 cm
Fotos de referencia de Almir Almeida e Thiago Toledo


"O objetivo desta coleção de Birgitte Tümmler é mostrar um pouco da beleza da fauna e flora brasileira, sensibilizando as pessoas o quanto ela é rica merecendo ser respeitada e protegida. Os beija-flores e as flores de maracujá foram as espécies escolhidas significativamente por serem originários das Americas e seu simbolismo é fantástico. Os colibris, beija-flores, guainumbi (tupi), em seu diminuto tamanho, mostram, através de seu lado “yin” a necessidade de leveza, graciosidade e alegria em nossas vidas. Já seu lado “yang”, sua ligeireza, defendendo sem medo seu território, induz-nos a necessidade de defesa de nossas idéias, família e pontos de vista. Suas cores vibrantes, como fadinhas pequeninas cruzando os céus em todas as direções, leva-nos a ver que a verdade pode se dar através de vários ângulos. Nada os prende a padrões e agem de acordo com sua essência. Saem voejando de flor em flor, degustando todas as sutilezas e perfumes, refletindo toda a nuance de cores. A maneira de ser dos beija-flores trará em nossas vidas um coração aberto e amoroso, onde degustaremos da bem-aventurança, levando a uma felicidade e liberdade. Existe entre 300 a 400 espécies de beija-flores, onde 84 apenas no Brasil.

Já as flores de maracujá, fruta-da-paixão, passiflora, com toda sua exoticidade e beleza, representam o furor da paixão. Paixão pelo belo, pelo novo, pelos sentidos, pela entrega. Que nos eleva e nos cega! Além dessa bela simbologia, ele tem qualidades degustativas, vitamínicas e propriedades depurativas, sedativas e anti-inflamatórias. Suas sementes atuam como vermífugo. Por essas características, está incluído na monografia da Farmacopéia Brasileira. O Brasil tem mais de 150 especies de maracujás nativos onde destas, cerca de 60 produzem frutos comestíveis, e o pais é o primeiro produtor mundial." (Claudia Macedo - biologa e amiga pessoal)

Artista: Birgitte Tümmler.
"Familia de beija-flor-chifre-de-ouro (Heliactin bilophus) e Passiflora Nephrodes
Acrilica s/ tela   29 x 46cm
Fotos de referencia de Thiago Tolêdo
Também conhecido como colibri, é o mensageiro dos deuses e simboliza o renascimento, a delicadeza e a cura. Para os Ameríndios, o beija-flor simboliza a beleza, a harmonia, a verdade e a força.Os astecas acreditavam que as almas dos guerreiros que morriam retornavam à terra com a forma de beija-flor ou de borboleta.

Artista: Birgitte Tümmler.
"Beija-flor-tesoura (Eupetomena macroura) e Passiflora kermesina
Acrilica s/ tela   29 x 46cm
Foto de referência de Sérgio Gregorio

"Tupã Tenondé apresenta-se como colibri, a grande expressão do sagrado para o povo Guarani, pois é uma das suas primeiras formas de manifestação – o que vê a totalidade a partir dos mundos sutis do espírito. Ainda hoje é sob essa forma ágil que se apresenta um mensageiro divino – aquele que vem da morada de Tupã – quando quer transmitir uma orientação espiritual importante, ou um sinal de proteção, de presença, de indício de caminho correto." (Kaka Werà Jecupé)



Artista: Birgitte Tümmler.
"Beija-flor-de-gravata-vermelha (Augastes lumachella) e Passiflora coccinea
Esferografica s/ papel
foto de referencia de Almir Almeida




Artista: Birgitte Tümmler
"Beija-flor-de-leque-canela (Lophornis ornatus) e Passiflora tholozanii sacco"
Acrilica s/ tela  88 x 38cm
foto de referencia de Michel Giraud-Audine
Artista: Birgitte Tümmler
"Beija-flor-de-veste-preta (Anthracothorax nigricollis) e Passiflora edulis"
Acrilica s/ tela  74 x 42 cm
foto de referëncia de Hudson Garcia
Algumas constelações da cultura ocidental também são conhecidas e bem, pelos indígenas do hemisfério sul - uma delas, a Cruzeiro do Sul, lhes serve, como a nós, para determinar os pontos cardeais, as estações do ano e a duração do tempo à noite. Só que na mitologia indígena esta constelação é a do Beija-flor ou Colibri." (Germano Mayer)

Artista: Birgitte Tümmler
"Beija-flor-de-topete-verde (Stephanoxis lalandi) e Passiflora ischnoclada"
Acrilica s/ tela  29 x 46 cm
foto de referencia de Thiago Tolêdo


Associado a tudo o que foi dito acima, esta coleção tem seu significado particular proprio - é a simbologia de um periodo em que vivi toda a beleza da paixão e do amor, que me invadiu inteiramente e elevou a alma, inebriada em todos os sentidos. Mas hà que se compreender que como um colibri, selvagem, territorialista, defensor de sua familia, a sua beleza està em sua liberdade de existir e de voar. Jamais um beija-flor suportaria ser engaiolado, por mais amor que a ele fosse destinado. Pois a gaiola é bom para os proprietarios, que assim mantem o controle sobre seu passaro de estimação, seu entretenimento de boas horas. Mas.... a gaiola mata a beleza desse ser, cujo brilho iridiscente vai aos poucos se apagando, e o amor que antes nutria o veloz bater de seu coração, é também a fonte de seu amargor e morte... pois tão encantado que esta pela flor da paixão não percebe as sombras que chegam e tolhem a sua forma alegre e vivida de ser. Ele, o beija-flor, que era tão forte na sua existência, se acredita incapaz e fraco, cada vez mais esmagado - e essa era a formula maior do engaiolamento e que tanto dava prazer pela segurança de não perder seu passarinho, ao aprisionador. Até que enfim, a ave consegue em uma brecha escapar de seu algoz a quem tanto ama, e por esse sofrimento, jamais se recupera das feridas de um tempo que foi Amor e Dor.

Artista: Birgitte Tümmler
"O beija-flor e a Bougainville"
Técnica mista 2 x 1,60 m

FATOS SOBRE OS BEIJA-FLORES


E uma ave da família Trochilidae, de tamanho pequeno e frequentemente com plumagem colorida e brilhante. O beija-flor também é conhecido como colibri, chupa-flor, pica-flor, chupa-mel.
Pertence à ordem dos apodiformes, e por isso tem algumas semelhanças com andorinhas. Os apodiformes têm asas finas e compridas, e por isso conseguem voar rapidamente. Não conseguem andar ou saltar, sendo que as suas patas têm como único objetivo se agarrar ao ninho, muros ou penhascos.

Conseguem voar em qualquer direção, e por isso são muitas vezes comparados com helicópteros. Tem um longo bico e uma língua bifurcada e comprida, que usa para tirar o néctar das flores. Quanto à alimentação, os beija-flores também costumam comer moscas e formigas. Esta ave consome aproximadamente 50% do seu peso em açúcar todos os dias, e se alimenta em média 5 a 8 vezes por hora.

A coloração da plumagem do beija-flor não é causada pela pigmentação da pena, mas sim pela iridescência na disposição das penas e da influência do nível de luz, umidade e outros fatores. Os beija-flores possuem entre 1.000 a 1.500 penas, sendo uma das aves no mundo com menos penas.

Cerca de 25 a 30% do peso do beija-flor está nos músculos peitorais, músculos responsáveis pelo voo. As asas do beija-flor batem entre 50 a 200 vezes por segundo, dependendo da direção do voo e das condições climatológicas. O ritmo cardíaco do beija-flor é extremamente elevado, com cerca de 1.200 batidas por minuto.

Apesar do seu pequeno tamanho, os beija-flores são uma das espécies de aves mais agressivas, e por vezes atacam aves muito maiores que invadem o seu território, como corvos e falcões.
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quarta-feira, 19 de abril de 2017

A Arte de Daniel Conrade: Povos Indigenas e Natureza



A abertura da exposição “A arte de Daniel Conrade: Povos Indígenas e Natureza” será no dia 19 de abril, às 18h. Na mostra, os visitantes poderão conferir as pinturas do artista, que registrou com perfeição povos indígenas e a vegetação e a fauna da Mata Atlântica. Destacam-se os retratos dos amigos indígenas Mbyá-Guarani de Guaraqueçaba que compartilharam com Daniel seus conhecimentos sobre a arte tradicional. Também impressionam as imagens de tucanos, onças, periquitos e lobos-guará representantes da fauna paranaense.




Sobre Daniel Conrade


Nascido em Paranaguà, cresceu entre montanhas e rios, o que lhe deu intimidade com a natureza e profunda identificação com o modo de vida das populações indigenas. Esses temas serviram de inspiração para os seus trabalhos artisticos, dedicados à ilustração cientifica e à arte naturalista. Em 2016, lançou no Museu Paranaense o livro "A Arte Guarani-Mbya de Guaraqueçaba, aldeia Kuaray Guata Porã, uma preciosa etnografia, na qual registrou em desenhos, pinturas e textos a arte escultorica dos indigenas Guarani do litoral do Paranà. Daniel faleceu em janeiro de 2017.





Assista a homenagem dos Indios Fulni-ô a Daniel Conrade, no dia da abertura da exposição. Video feito por Pio Santana


https://www.youtube.com/watch?v=FpNGolfcyBE&feature=youtu.be






Serviço
Abertura da exposição “A Arte de Daniel Conrade: Povos Indígenas e Natureza”
Dia 19 de abril às 18h
Período expositivo: até 16 de julho de 2017
Entrada gratuita
A exposição tem curadoria de:
 Maria Fernanda Maranhão, antropologa e Birgitte Tümmler, artista plastica

Museu Paranaense
Rua Kellers, 289 | São Francisco | Curitiba-PR
Terça a sexta-feira, das 9h às 18h
Sábado, domingo e feriado das 10h às 16h
www.museuparanaense.pr.gov.br



quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

terça-feira, 18 de outubro de 2016

Nas Palavras de João Evangelista...


"Emocionante e engajado, tendo como fio condutor o respeito pelo planeta e pelo ser humano, assim entendo o trabalho artístico de Birgitte Tümmler - impossível não amar seu romantismo e sua extrema força.

Ao retratar suas vivencias, Birgitte nos leva a um passeio magico pelo nosso habitat, pelo nosso povo, e ai me arrisco a disser que nosso povo é todo o planeta.

Com a mesma paleta, outro fio condutor em seu trabalho, Bir. nos leva de tribos indígenas a viagens de bicicleta pela França, porém sempre com extrema gentileza e zelo pelo meio ambiente.

Apreciar uma tela de Birgitte é um convite a reflexão e a um retorno a nossa inocência, as vezes perdida no tempo...

Como já disse no inicio deste pequeno texto, para mim, uma palavra define seu trabalho árduo e singelo: Emocionante !!!!"


Joao Evangelista de Souza
Artista Plastico
Escritor
Documentarista




"Horsehoe Bat in a Romanian Cave"
Ballpoint pen on paper - 30 x 30 cm
october 2016

Made for a campaign pro bat conservation in Transilvania - Romania through
ABUN (Artist and Biologists Unite for Nature) 


Protecting the horseshoe bats of Romania :

Financed by the Conservation Leadership Programme, with the in-kind contribution of the Romanian Bat Protection Association.

Background:

Bats (Chiroptera) have key roles in our ecosystems. They control the size of harmful insect populations by consuming them in large quantities, and they also pollinate several hundred plant species in the tropics. Also, by merely being present or absent, bats offer key information about the health of our ecosystems.Four out of five horseshoe bat species present in Romania have viable and large populations in the South-Western part of the country, but all are threatened with roost loss and habitat fragmentation. The fifth horseshoe bat species, Méhely's horseshoe bat has a single known population in Romania, in the South-Eastern part of the country, with a population of only 150 adult bats, having also low genetic diversity and being isolated from other colonies. According to IUCN, horseshoe bat populations are in decline at the global level. In addition, all bat species from Romania are facing persecution based on ignorance, misinformation and lack of information. 

Project goal and objectives:

The overall goal of the project was the improvement of the conservation status of horseshoe bat populations in Southern Romania. To reach this goal we had to establishing key elements of successful conservation work: (1) up-to-date scientific data; (2) positive attitude of the public; (3) engaged stakeholders and decision makers. Key partners in our efforts were the custodians of protected areas in Southern Romania, biology teachers at local schools, and members of caver clubs.

Results:

Our project lead to a significant increase of scientific knowledge regarding the five Romanian horseshoe bats, to an increase of public awareness and positive attitude regarding bats in general, as well as to better management decision in the future by protected area administrative bodies.

Key results of the project were: (1) Constant presence of Méhely’s horseshoe bat was demonstrated in South-Western Romania; (2) The largest horseshoe bat colony in Europe, with more than 7.400 bats, was discovered in South-Western Romania; (3) The largest, currently known building dwelling colony of the greater horseshoe bat from Romania was discovered in South-Western Romania; (4) Protected area administrators received management recommendations for horseshoe bats; (5) The public’s attention and positive feed-back was gained through awareness articles, social page and printed information; (6) Teenagers from Southern Romania greatly improved their knowledge about bats. 

In the future:

We plan on maintaining communication with local stakeholders, so we can continue our work in case of bat colony discoveries, or sites that require urgent protection. With protected area managers being aware of our project, they can now ask for our assistance in bat related management issues. The Facebook page of the project will continue to function and to grow, by supplying interesting news about the local and global bat fauna. We will publish short awareness raising articles and hold presentations about bats in schools or other venues. Project team members will continue to gather data about horseshoe bat populations in Romania, with the involvement of cavers and protected area staff.


Facebook page of the project (mainly in Romanian and Hungarian):


Article about key results at Fauna & Flora International:


Project page at Conservation Leadership Programme:



quarta-feira, 10 de agosto de 2016

domingo, 19 de junho de 2016

CAVERNAS DO PARANA


Era 2014 quando a Gisele Sessegolo foi prestigiar uma exposição minha em Curitiba... puxa há mais de 20 anos que não nos víamos! Companheiras de espeleologia nos anos 80, eu fiz parte dos primórdios do GEEP-Açungui (Grupo de Estudos Espeleológicos do Paraná). Já ela, assumiu esse Grupo por toda a sua vida e fez do mundo cavernícola a sua existência... 

Cada uma de nos tinha um sonho, envolvendo cavernas, arte, paixão, expressões. Ela, com o desejo de produzir um livro onde os espeleologos que passaram ao longo do 30 anos de GEEP-Açungui contassem historias marcantes de si junto as cavernas, entremeadas com ilustrações artísticas das cavidades. Eu, com o desejo de criar obras inspiradas em cavernas e transmitir as emoções através delas. Ambas sonhavam com um espetáculo dentro de uma. 

Esses sonhos foram tão fortes, que se concretizaram... não sem esforços gigantes, superando descrenças, mas que com nossa empolgação e trabalho, se reverteram e se tornaram mesmo, uma força conjunta, não só nossa, mas de todo um grupo de apaixonados por cavernas...  uma realização de vida!

Efetivamente em dezembro de 2015 nos determinamos, já que o aniversario aconteceria em abril do ano seguinte. Correr contra o tempo era fato. Buscar os antigos espeleologos, muito deles havíamos perdido o contato. Pedir que escrevessem sua historia. Compilar. Organizar. Corrigir. Fazer o design. Registrar. Obter recursos. Imprimir. Isso ficou para a Gisele e sua equipe. Eu corri fazer as ilustrações. Tinha apenas 2 meses para isso. E cada uma das 10 obras me tomava uma media de 25 horas para fazer!! Deixamos nossos afazeres rotineiros para nos dedicar quase que inteiramente a essa realização. Suamos verdadeiramente! E não só nos, mas muitos dos envolvidos!

E o livro nasceu... "Memorias dos Desbravadores de Cavernas do Paraná - 30 anos de GEEP-Açungui" com 97 historias escritas por 52 espeleologos.

Seu lançamento oficial foi um momento de arte e emoção dentro da Gruta do Bacaetava, em Colombo, Paraná, Brasil em abril de 2016. Local estruturado e próximo de Curitiba, um parque que foi resultado de muito trabalho por parte de nossos espeleologos ao longo dos anos, e por isso mesmo,  simbólico.

Queríamos que os convidados mergulhassem no mundo cavernícola, e assim, de maneira a interferir minimamente no ecossistema da caverna, instalamos luminárias delicadas, a base de led e autônomas, ao longo de toda a extensão, desde a entrada oficial até a abertura final, para que as pessoas se emocionassem com aquele cenário que é justamente, a capa do livro. E ali, extasiados com aquela paisagem, desfrutariam de uma musica que entrasse na alma... e aos sons de acordes celtas, sentiriam as gotas das rochas sempre em formação e o cheiro de vida dentro de uma escuridão. A intervalos, o contador de historias Carlos Daitschmann, trajado e incorporado como um espeleologo, citava trechos emocionantes dos textos do livro.

Na área de visitantes, organizamos uma exposição das finearts das ilustrações que fiz em caneta esferográfica juntamente com esculturas especialmente criadas para o momento, na temática de cavernas, de Desire Sessegolo. Também peças históricas relacionadas ao Grupo, foram expostas.

Assim, nossos colegas espeleologos podiam "viajar" no tempo e nas sensações.

A exposição dos originais das ilustrações ficou para o Museu Alfredo Andersen em Curitiba, cuja abertura e lançamento do livro ao publico aconteceu em 05 de junho de 2016, Dia Mundial do Meio Ambiente.

Em novembro de 2016, a FNAC Curitiba, expos as obras e lançou o livro.



Livro "Memorias dos Desbravadores de Cavernas do Paranà" de
Gisele Sessegolo e Birgitte Tümmler

Um pouco sobre a artista Birgitte Tümmler
 e o livro "Memorias dos Desbravadores de Cavernas do Parana"
(por Elisabeth Sekulic - 01/06/2017)

A natureza é sem duvida uma das maiores fontes de renovação que temos ao nosso dispor. Mas poucos tiveram a oportunidade de comprovar isto de forma tão próxima quanto fez, e ainda faz, a minha querida amiga Birgitte Tümmler.

Em "Memorias dos Desbravadores de Cavernas do Parana", Birgitte e um animado grupo de amigos descrevem suas incríveis aventuras espeleológicas, que contribuíram muito com o conhecimento do patrimônio natural do nosso Estado, assim como, com sua preservação e conservação.

Ao reler os relatos de cada um dos exploradores de cavernas, podemos compreender de que forma esse tipo de lugar exerce sua enorme influência sobre aqueles que dele se aproximam.

Em uma de suas passagens, Birgitte ilustra bem como se da esta relação avassaladora, entre o homem e a natureza, quando cita que "a rocha é cheia de energia - ou você se integra a ela ou é esmagado por ela".

Ao ler estas palavras, percebi que, muito além da energia, este contato propicia muita reflexão e autoconhecimento. Ao tentarmos estabelecer uma relação com a natureza, ao tentarmos nos integrar, somos obrigados a nos despir do nosso próprio ego e a reconhecer a nossa insignificância diante de forças tão maiores que nos mesmos.

Para Birgitte, desvendar uma caverna é como "penetrar num mundo sagrado, num templo natural da terra...". Concordo plenamente com isso! Este tipo de experiência nos coloca diante de uma realidade completamente diferente daquela que vivemos quando inseridos na sociedade. Isso pode despertar a nossa espiritualidade, já que, ao mesmo tempo que nos torna mais sensíveis, nos liberta de toda a bagagem desnecessária que deixamos para trás no momento em que ali entramos.

Por tudo isso, como ela, acredito que quando se explora uma caverna, tem-se uma chance unica de fazer uma viagem mental para inúmeros lugares, principalmente para dentro de nos mesmos.

Fiquei muito feliz em ter tido a oportunidade de descobrir por que motivo a natureza aparece com tanta força nos trabalhos artísticos de Birgitte. Esta convivência tão próxima com as belezas naturais, especialmente as cavernas, certamente despertou na artista uma enorme sensibilidade e um completo senso de identificação e pertencimento, que a preparou para representar estes temas de forma muito especial e particular.

Seu trabalho é tão forte, tão verdadeiro e tão vivo, que arriscaria dizer que - ao longo desta relação de tantos anos de intenso amor pela natureza - muitas sementes germinaram dentro da artista, fazendo crescer nela própria toda a beleza que retrata em suas telas."




Algumas das ilustrações que compõem o livro

art by Birgitte Tümmler in ballpoint pen / biro - Bacaetava Cave - Brazil
Gruta do Bacaetava - Colombo - Paranà     artista: Birgitte Tümmler   técnica: esferografica

Art by Birgitte Tümmler in ballpoint pen / biro - Botuvera Cave - Brazil
Gruta de Botuverà - Santa Catarina      artista: Birgitte Tümmler    técnica: esferogràfica

art by Birgitte Tümmler in ballpoint pen / biro - Jesuitas Cave - Parana
Gruta dos Jesuitas - Bocaiuva do Sul - Paranà     artista: Birgitte Tümmler    técnica: esferografica





Imagens do lançamento do livro na Gruta do Bacaetava, 
em abril de 2016

Birgitte Tümmler (ilustradora) e Gisele Sessegolo (idealizadora e organizadora do livro), espeleologas do GEEP-Açungui.
Foto de Daniel Castellano





Gruta do Bacaetava no lançamento do livro "Memorias dos Desbravadores de Cavernas do Paranà"
 Foto de Daniel Castellano

Gruta do Bacaetava no lançamento do livro "Memorias dos Desbravadores de Cavernas do Paranà"
 Foto de Daniel Castellano


Gruta do Bacaetava no lançamento do livro "Memorias dos Desbravadores de Cavernas do Paranà"
 Foto de Daniel Castellano

Gruta do Bacaetava no lançamento do livro "Memorias dos Desbravadores de Cavernas do Paranà"
 Foto de Daniel Castellano


Artigos e Releases: