Tuesday, October 18, 2016

Nas Palavras de João Evangelista...


"Emocionante e engajado, tendo como fio condutor o respeito pelo planeta e pelo ser humano, assim entendo o trabalho artístico de Birgitte Tümmler - impossível não amar seu romantismo e sua extrema força.

Ao retratar suas vivencias, Birgitte nos leva a um passeio magico pelo nosso habitat, pelo nosso povo, e ai me arrisco a disser que nosso povo é todo o planeta.

Com a mesma paleta, outro fio condutor em seu trabalho, Bir. nos leva de tribos indígenas a viagens de bicicleta pela França, porém sempre com extrema gentileza e zelo pelo meio ambiente.

Apreciar uma tela de Birgitte é um convite a reflexão e a um retorno a nossa inocência, as vezes perdida no tempo...

Como já disse no inicio deste pequeno texto, para mim, uma palavra define seu trabalho árduo e singelo: Emocionante !!!!"


Joao Evangelista de Souza
Artista Plastico
Escritor
Documentarista




"Horsehoe Bat in a Romanian Cave"
Ballpoint pen on paper - 30 x 30 cm
october 2016

Made for a campaign pro bat conservation in Transilvania - Romania through
ABUN (Artist and Biologists Unite for Nature) 


Protecting the horseshoe bats of Romania :

Financed by the Conservation Leadership Programme, with the in-kind contribution of the Romanian Bat Protection Association.

Background:

Bats (Chiroptera) have key roles in our ecosystems. They control the size of harmful insect populations by consuming them in large quantities, and they also pollinate several hundred plant species in the tropics. Also, by merely being present or absent, bats offer key information about the health of our ecosystems.Four out of five horseshoe bat species present in Romania have viable and large populations in the South-Western part of the country, but all are threatened with roost loss and habitat fragmentation. The fifth horseshoe bat species, Méhely's horseshoe bat has a single known population in Romania, in the South-Eastern part of the country, with a population of only 150 adult bats, having also low genetic diversity and being isolated from other colonies. According to IUCN, horseshoe bat populations are in decline at the global level. In addition, all bat species from Romania are facing persecution based on ignorance, misinformation and lack of information. 

Project goal and objectives:

The overall goal of the project was the improvement of the conservation status of horseshoe bat populations in Southern Romania. To reach this goal we had to establishing key elements of successful conservation work: (1) up-to-date scientific data; (2) positive attitude of the public; (3) engaged stakeholders and decision makers. Key partners in our efforts were the custodians of protected areas in Southern Romania, biology teachers at local schools, and members of caver clubs.

Results:

Our project lead to a significant increase of scientific knowledge regarding the five Romanian horseshoe bats, to an increase of public awareness and positive attitude regarding bats in general, as well as to better management decision in the future by protected area administrative bodies.

Key results of the project were: (1) Constant presence of Méhely’s horseshoe bat was demonstrated in South-Western Romania; (2) The largest horseshoe bat colony in Europe, with more than 7.400 bats, was discovered in South-Western Romania; (3) The largest, currently known building dwelling colony of the greater horseshoe bat from Romania was discovered in South-Western Romania; (4) Protected area administrators received management recommendations for horseshoe bats; (5) The public’s attention and positive feed-back was gained through awareness articles, social page and printed information; (6) Teenagers from Southern Romania greatly improved their knowledge about bats. 

In the future:

We plan on maintaining communication with local stakeholders, so we can continue our work in case of bat colony discoveries, or sites that require urgent protection. With protected area managers being aware of our project, they can now ask for our assistance in bat related management issues. The Facebook page of the project will continue to function and to grow, by supplying interesting news about the local and global bat fauna. We will publish short awareness raising articles and hold presentations about bats in schools or other venues. Project team members will continue to gather data about horseshoe bat populations in Romania, with the involvement of cavers and protected area staff.


Facebook page of the project (mainly in Romanian and Hungarian):


Article about key results at Fauna & Flora International:


Project page at Conservation Leadership Programme:



Wednesday, August 10, 2016

Uma Boa Entrevista com Beth Mochinski do Blog It Rab



Acompanhe, clicando no link abaixo, a entrevista com Beth Mochinski do Blog It Rab que me deixou muito feliz:


Sunday, June 19, 2016

CAVERNAS DO PARANA


Era 2014 quando a Gisele Sessegolo foi prestigiar uma exposição minha em Curitiba... puxa há mais de 20 anos que não nos víamos! Companheiras de espeleologia nos anos 80, eu fiz parte dos primórdios do GEEP-Açungui (Grupo de Estudos Espeleológicos do Paraná). Já ela, assumiu esse Grupo por toda a sua vida e fez do mundo cavernícola a sua existência... 

Cada uma de nos tinha um sonho, envolvendo cavernas, arte, paixão, expressões. Ela, com o desejo de produzir um livro onde os espeleologos que passaram ao longo do 30 anos de GEEP-Açungui contassem historias marcantes de si junto as cavernas, entremeadas com ilustrações artísticas das cavidades. Eu, com o desejo de criar obras inspiradas em cavernas e transmitir as emoções através delas. Ambas sonhavam com um espetáculo dentro de uma. 

Esses sonhos foram tão fortes, que se concretizaram... não sem esforços gigantes, superando descrenças, mas que com nossa empolgação e trabalho, se reverteram e se tornaram mesmo, uma força conjunta, não só nossa, mas de todo um grupo de apaixonados por cavernas...  uma realização de vida!

Efetivamente em dezembro de 2015 nos determinamos, já que o aniversario aconteceria em abril do ano seguinte. Correr contra o tempo era fato. Buscar os antigos espeleologos, muito deles havíamos perdido o contato. Pedir que escrevessem sua historia. Compilar. Organizar. Corrigir. Fazer o design. Registrar. Obter recursos. Imprimir. Isso ficou para a Gisele e sua equipe. Eu corri fazer as ilustrações. Tinha apenas 2 meses para isso. E cada uma das 10 obras me tomava uma media de 25 horas para fazer!! Deixamos nossos afazeres rotineiros para nos dedicar quase que inteiramente a essa realização. Suamos verdadeiramente! E não só nos, mas muitos dos envolvidos!

E o livro nasceu... "Memorias dos Desbravadores de Cavernas do Paraná - 30 anos de GEEP-Açungui" com 97 historias escritas por 52 espeleologos.

Seu lançamento oficial foi um momento de arte e emoção dentro da Gruta do Bacaetava, em Colombo, Paraná, Brasil em abril de 2016. Local estruturado e próximo de Curitiba, um parque que foi resultado de muito trabalho por parte de nossos espeleologos ao longo dos anos, e por isso mesmo,  simbólico.

Queríamos que os convidados mergulhassem no mundo cavernícola, e assim, de maneira a interferir minimamente no ecossistema da caverna, instalamos luminárias delicadas, a base de led e autônomas, ao longo de toda a extensão, desde a entrada oficial até a abertura final, para que as pessoas se emocionassem com aquele cenário que é justamente, a capa do livro. E ali, extasiados com aquela paisagem, desfrutariam de uma musica que entrasse na alma... e aos sons de acordes celtas, sentiriam as gotas das rochas sempre em formação e o cheiro de vida dentro de uma escuridão. A intervalos, o contador de historias Carlos Daitschmann, trajado e incorporado como um espeleologo, citava trechos emocionantes dos textos do livro.

Na área de visitantes, organizamos uma exposição das finearts das ilustrações que fiz em caneta esferográfica juntamente com esculturas especialmente criadas para o momento, na temática de cavernas, de Desire Sessegolo. Também peças históricas relacionadas ao Grupo, foram expostas.

Assim, nossos colegas espeleologos podiam "viajar" no tempo e nas sensações.

A exposição dos originais das ilustrações ficou para o Museu Alfredo Andersen em Curitiba, cuja abertura e lançamento do livro ao publico aconteceu em 05 de junho de 2016, Dia Mundial do Meio Ambiente.

Em novembro de 2016, a FNAC Curitiba, expos as obras e lançou o livro.



Livro "Memorias dos Desbravadores de Cavernas do Paranà" de
Gisele Sessegolo e Birgitte Tümmler

Um pouco sobre a artista Birgitte Tümmler
 e o livro "Memorias dos Desbravadores de Cavernas do Parana"
(por Elisabeth Sekulic - 01/06/2017)

A natureza é sem duvida uma das maiores fontes de renovação que temos ao nosso dispor. Mas poucos tiveram a oportunidade de comprovar isto de forma tão próxima quanto fez, e ainda faz, a minha querida amiga Birgitte Tümmler.

Em "Memorias dos Desbravadores de Cavernas do Parana", Birgitte e um animado grupo de amigos descrevem suas incríveis aventuras espeleológicas, que contribuíram muito com o conhecimento do patrimônio natural do nosso Estado, assim como, com sua preservação e conservação.

Ao reler os relatos de cada um dos exploradores de cavernas, podemos compreender de que forma esse tipo de lugar exerce sua enorme influência sobre aqueles que dele se aproximam.

Em uma de suas passagens, Birgitte ilustra bem como se da esta relação avassaladora, entre o homem e a natureza, quando cita que "a rocha é cheia de energia - ou você se integra a ela ou é esmagado por ela".

Ao ler estas palavras, percebi que, muito além da energia, este contato propicia muita reflexão e autoconhecimento. Ao tentarmos estabelecer uma relação com a natureza, ao tentarmos nos integrar, somos obrigados a nos despir do nosso próprio ego e a reconhecer a nossa insignificância diante de forças tão maiores que nos mesmos.

Para Birgitte, desvendar uma caverna é como "penetrar num mundo sagrado, num templo natural da terra...". Concordo plenamente com isso! Este tipo de experiência nos coloca diante de uma realidade completamente diferente daquela que vivemos quando inseridos na sociedade. Isso pode despertar a nossa espiritualidade, já que, ao mesmo tempo que nos torna mais sensíveis, nos liberta de toda a bagagem desnecessária que deixamos para trás no momento em que ali entramos.

Por tudo isso, como ela, acredito que quando se explora uma caverna, tem-se uma chance unica de fazer uma viagem mental para inúmeros lugares, principalmente para dentro de nos mesmos.

Fiquei muito feliz em ter tido a oportunidade de descobrir por que motivo a natureza aparece com tanta força nos trabalhos artísticos de Birgitte. Esta convivência tão próxima com as belezas naturais, especialmente as cavernas, certamente despertou na artista uma enorme sensibilidade e um completo senso de identificação e pertencimento, que a preparou para representar estes temas de forma muito especial e particular.

Seu trabalho é tão forte, tão verdadeiro e tão vivo, que arriscaria dizer que - ao longo desta relação de tantos anos de intenso amor pela natureza - muitas sementes germinaram dentro da artista, fazendo crescer nela própria toda a beleza que retrata em suas telas."




Algumas das ilustrações que compõem o livro

art by Birgitte Tümmler in ballpoint pen / biro - Bacaetava Cave - Brazil
Gruta do Bacaetava - Colombo - Paranà     artista: Birgitte Tümmler   técnica: esferografica

Art by Birgitte Tümmler in ballpoint pen / biro - Botuvera Cave - Brazil
Gruta de Botuverà - Santa Catarina      artista: Birgitte Tümmler    técnica: esferogràfica

art by Birgitte Tümmler in ballpoint pen / biro - Jesuitas Cave - Parana
Gruta dos Jesuitas - Bocaiuva do Sul - Paranà     artista: Birgitte Tümmler    técnica: esferografica





Imagens do lançamento do livro na Gruta do Bacaetava, 
em abril de 2016

Birgitte Tümmler (ilustradora) e Gisele Sessegolo (idealizadora e organizadora do livro), espeleologas do GEEP-Açungui.
Foto de Daniel Castellano





Gruta do Bacaetava no lançamento do livro "Memorias dos Desbravadores de Cavernas do Paranà"
 Foto de Daniel Castellano

Gruta do Bacaetava no lançamento do livro "Memorias dos Desbravadores de Cavernas do Paranà"
 Foto de Daniel Castellano


Gruta do Bacaetava no lançamento do livro "Memorias dos Desbravadores de Cavernas do Paranà"
 Foto de Daniel Castellano

Gruta do Bacaetava no lançamento do livro "Memorias dos Desbravadores de Cavernas do Paranà"
 Foto de Daniel Castellano


Artigos e Releases:




Friday, August 21, 2015

Exposição "Nature as Art, Art as Awareness'



Customs House
Museum & Cultural Center


Clarksville - Tennessee - USA

August 25 - October 4, 2015


Satisfação em participar desta exposição coletiva de artistas do mundo todo, que participam do grupo artístico criado na mídia do facebook por Kitty Harvill, onde a cada semana ela lança um desafio de uma criatividade sobre um animal ou uma paisagem, com um significado especial, através de fotos postadas por ela.



Para esta exibição neste belo Museu de Clarksville, organizada por Terri Jordan em parceria com Kitty Harvill, foram selecionados alguns "momentos" de desafio, como:


Week 4 – Fiddleheads
Week 15 – Sumatran Tiger
Week 16 – Endangered cherry-throated tangier
Week 18 – Germany 
Week 19 - Black-faced Lion Tamarin


Minha participação foi com a obra

Birgitte Tümmler
Birgitte Tümmler: "Black-faced Lion Tamarin 2015 "- acrylic on paper - 27 x 38 cm


e eis o resultado dessa coletânea através da montagem/colagem feita por Kitty:


 Artistas participantes:


Kitty Harvill
Christoph Hrdina 
Anne Lyon
Nancy Bryant 
Birgitte Tümmler 
Lynne Waters Griffey
Mew Hunt 
Robin Miller Bookhout 
Madeline Mobley 
Sidney Mobley 
Judith MacKay 
Maureen Rousseau
Becky Richardson Senisse
Virginia Potter
Diana L. Andersen
Heather Beckham
Pilan Butts
Terri Jordan
Alli Leitch
Gunya Bhaidva Bhatt
Shari Wallis Williams
Madeleine Schickel


Saiba mais:

Customs House Museum



Declaração de Kitty Harvill  


“Nature as Art, Art as Awareness” in the Customs House Museum. Begun in January of 2014, my idea was simple : To challenge myself and like minded artists to paint from a Nature photo presented each Monday and to complete it within a week’s time. I had challenged myself to daily painting in 2009 and reaped the rewards of such a strict discipline, but wanted to be a little more generous and not as constricting with a commitment every day for 365 days. And so it began with three members ­ myself, my husband and one of my best friends. Soon, it began to grow in membership and by August of 2014 a biologist friend of mine here in Brazil asked if we might feature the endangered species with which she works. That week was a great success with the images being used in educational and awareness­raising opportunities. The work also appeared in an article of the IUCN (International Union for Conservation of Nature) website. That request was followed by one from the biologist working with the threatened Giant armadillo in Brazil’s Pantanal and funded by the Royal Zoological Society, also resulting in images used in educational slideshow presentations. We have supported organizations promoting awareness for the endangered Barbary Macaque of Morocco, the Wattled Curassow of the Amazon, the critically endangered Northern Brown Howler of Brazil’s Atlantic Forest, the Anteater of Brazil’s Cerrado, the Babirusa of Indonesia and the Philippine eagle. We have also partnered with Rainforest Trust in painting the Lemurs of Madagascar and the Sumatran Tiger. Our partnership with SAVE Brasil (Brazilian affiliate of BirdLife International) has given us the opportunity to paint the endangered Jacutinga, or Black­fronted Piping guan and the critically endangered Cherry­throated tanager. We have also painted the Black­faced lion tamarin, Vinaceous­breasted amazon parrot, Maned wolf, Tapirs, Marsh deer, Giant river otter, Australian Koala and Sea turtles in addition to florals and landscapes. Our membership has grown to almost 400 members spanning four continents in less than two year’s time. Members have found a supportive, artistic, online “family”. We also have a complementary 52 WEEKS ­ NPC Critique group for members wanting more in­depth critical analysis of their work from more experienced members. We range from beginners and hobby artists, children and adults to seasoned professionals and are joined together by our love of Nature, the process of creating art and the respect for all artistic expressions produced in the group."

Kitty Harvill, AFC (Artists for Conservation)






Saturday, December 27, 2014

Para hoje!! 27 de dezembro de 2015


O artista deve treinar não apenas seus olhos, mas principalmente sua alma!

Wassily Kandinsky

Tuesday, December 16, 2014

CALENDARIO 2015


Calendario 2015 - Birgitte Tümmler
NOVO PRODUTO by Birgitte Tümmler!!


Baseado nas Obras da "Mata Atlantica e Serra do Mar" estou lançando este produto diferenciado e original, encantador no visual e consciente na sua produção! Pensado de forma ecológica feito em tecido 100% reciclado (pet + retalhos descartados - zero água na produção) e belíssimo estojo e varão feito em Bambu por artesão paranaense. Todo o conjunto da obra foi trabalhado com muito carinho para que desta forma tambem o pensamento se volte para o nosso maior presente que é a fauna e a flora, os biomas naturais. 


Ao adquirir esse calendario, parte do lucro será revertido para entidade de proteção da Mata Atlantica.


Encomende o seu!


Preço
R$ 65,00 com estojo (pode ser pirografado texto particular)
R$ 45,00 sem estojo



Frete não incluso

Kalendar 2015 - Birgitte Tümmler










Monday, October 27, 2014

ESPIRALIDADE E ESPIRITUALIDADE


A Espiral com suas curvas sublimes sempre esteve presente, de alguma forma, em minhas expressões plásticas, seja como um mero detalhe absorvido em um trabalho grande, seja ela própria, a atriz central.


F


Ela me fascina, envolvente que é, quando minha mão se retorce ao cria-la... é como se eu viajasse em sua trajetória enquanto eu a produzo. E viajando com ela, me percebo na vida, na criação, nos astros, na natureza, nas energias!

Elas são carinhosamente desenhadas, pirografadas, pintadas, recortadas, lixadas....




   

"Espirais do Fogo"
 
"Espirais das Águas"
   

"Espirais da Mata"



A espiral É o MOVIMENTO!!!
CONTEMPORÂNEA, posto que eterna!!!
Simbólica, remetendo à FILOSOFIA!!
LIVRE, dentro dos limites que cria para si própria!




Assim.... esse tema foi perfeito para embarcar na experiência em conjunto com o Centro Acadêmico Vicentino de Filosofia - Fênix no XXXV Simpósio Anual de Filosofia da Faculdade Vicentina em outubro de 2014 cujo tema era
"Filosofia Contemporânea em Movimento"



Foto: Geovanni C. de Luca


Foto: Geovanni C. de Luca


Com a equipe da CAVIF Fênix . Foto: Geovanni C. de Luca

“As espirais também circulam dentro de nós, a energia circula em espiral, é onde a matéria e o espírito mais perfeitamente se encontram, e o tempo, por ele mesmo, não existe. Os nativos lembram as diversidades da vida e dos caminhos, e não compreendem o mundo de forma linear, o seguir em frente em uma única direção como se a vida fosse uma linha reta traçada entre um ponto de início e um de término. O destino é sempre ir além. O grande desafio de todo ser, por natureza um guerreiro trilhando as estradas das espirais da vida, é essa busca, é o retorno, é a partida, é caminhar em círculos/ciclos assim como caminha a natureza, pois somos parte dela. É fazer girar a roda do tempo, não nos prendendo em nenhum ponto em específico porque, assim, podemos vislumbrar os mais diversos pontos que compõem a espiral.” (Tatiana Menkaiká)


Se há uma linha para explicar nossa trajetória de vida, essa linha é espiralada, por seu movimento, sua vitalidade.  Em torno de si e chegando a um foco central... a energia vital... de fora para dentro quando em um crescimento interior... ou de dentro para fora para sua expansão, propagando-se ao universo!

 “Para os hindus, o que no nosso mundo terrestre era no sentido anti-horário, para a esquerda, no mundo de baixo, no outro mundo, correspondia ao sentido horário. Hoje sabe-se que esses simbolismos expressam as funções cerebrais, o lado esquerdo do cérebro regula o lado direito de nosso corpo, o lado direito regula o lado esquerdo do corpo. Nem bom, nem mal, apenas diversidades que compõe o universo, uma perfeita simbiose, uma perfeita composição de energias. Os orientais falam da kundalini, do fluxo de uma energia em espiral, dos redemoinhos energéticos que perambulam nossos corpos.”




E é incrível e apaixonante perceber seu desenho em muitos elementos da natureza

                                                                              Nas plantas


“Os astecas achavam que certas flores que tinham em seu centro espirais, eram a alegria do mundo, mostrando o ciclo do sol, quando nasce e se põe, as estações, solstícios, ciclos assim como a vida dos homens.”


              
                                                                                                                      
                                                                               
             



                                  

                                     

                                                            Nos animais


                         



                Nas forças da natureza

                         

           



Thursday, April 17, 2014

FULNI-Ô - OS INDIOS DO AGRESTE DE PERNAMBUCO!

Birgitte Tümmler

Com inspiração na ligação da terra e da natureza lanço o 
"Projeto Fulni-ô"! 

Quem melhor do que eles, os índios, para nos dar o exemplo de respeito e interação com o meio ambiente? 

Escolhi como tema meus amigos Fulni-ô, por seu empenho em manter a cultura apesar das influências brancas e em divulgar pelo Brasil afora, essas raízes.

Serão quadros de dimensões variadas e técnicas mistas mostrando a cor, o natural, o Brasil na sua origem... retratando-os diretamente ou utilizando itens da cultura como fonte de inspiração!!

O objetivo é, enaltecer a origem brasileira, sua beleza e sua profundidade espiritual associada à fauna e flora. 

Parte da renda obtida na venda dessas futuras obras será destinada aos Fulni-ô.


Fulni-ô Towê


   
com Towê

ELES...

"Os índios da tribo Fulni-ô, vivem no município de Aguas Belas (no agreste, a 273 km da capital - Recife), em Pernambuco numa aldeia de 11.500 hectares, localizada a 500 metros da sede da cidade. Sua população é de aproximadamente 4.600 índios.
Eram conhecidos, antigamente, como Carijó ou Carnijó, e não se conhece o tempo de sua existência.
A origem do nome Fulni-ô é muito antiga. Significa "Povo da beira do rio" e está relacionada com o rio Fulni-ô que corre ao longo da aldeia de Aguas Belas.
Os índios tem convívio diário com os não-índios, são todos bilíngues, se vestem como os brancos mas não perderam sua identidade. São os únicos indígenas do nordeste brasileiro que mantem viva a sua língua nativa a Yaathe (ou Yathê).
A língua Yaathe que significa "nossa boca, nossa fala, nossa língua" é oral, não possue cartilha. É aprendida pelos índios em casa com os familiares, no convívio doméstico.
Além da aldeia a comunidade possui na reserva um outro local de moradia, onde habitam durante três meses por ano por ocasião dos rituais do Ouricuri.
Fulni-ô


O Ouricuri é um retiro religioso secreto, realizado anualmente nos meses de setembro, outubro e novembro, onde não é permitida a entrada de não-índios (mesmo os que tem qualquer tipo de parentesco com os Fulni-ô), pois é um espaço sagrado para eles. Durante esse período os indígenas se mudam para a outra aldeia, também chamada Ouricuri, distante cerca de cinco quilômetros do local onde habitam, levando quase tudo que tem, até os bichos de criação.
O que ocorre no Ouricuri é um mistério. Nem mesmo as crianças revelam o que se passa no evento. Sabe-se que durante esse período os homens dormem em local reservado, o Juazeiro Sagrado, ao qual as mulheres não podem ter acesso. As rivalidades são esquecidas. As relações sexuais e a ingestão de bebidas alcóolicas são rigorosamente proibidas.
Até os anos trinta, as casas dos Fulni-ô eram construidas exclusivamente, com a palha do ouricuri (planta da familia das palmeiras). Hoje, a aldeia é composta por habitações individuais de taipa ou alvenaria, semelhantes as das populações pobres do Nordeste brasileiro.

Os índios vivem do artesanato da palha do ouricuri, comercializado nas feiras livres da região, da agricultura de subsistência e de alguma criação de bovinos e suínos. Ainda praticam a caça e a pesca, mas essas atividades estão quase em extinção, devido aos desmatamentos e à poluição dos rios da região.
Suas manifestações culturais incluem a dança e a música. As danças dos Fulni-ô são inspiradas em vários animais e aves, sendo o toré a mais tradicional. Existem também a cafurna, uma dança cultural resultante da influência de outros grupos e uma conhecida como coco de roda, dançada com estilo próprio e que tem origem  na cultura dos negros. As músicas das danças são cantadas em português e yaathe.
Usam como instrumentos musicais o maracá, o toré e a flauta. Tocam também instrumentos dos brancos como clarinete, pistom, trombone, violão, guitarra. Possuem até conjuntos e bandas formadas.
Os Fulni-ô utilizam para curar doenças muitas plantas que sobreviveram ao desmatamento. Possuem um Centro Fitoterápico de Reprodução de Mudas e Essências Medicinais, mantido com o apoio da Fundação Nacional da Saúde e da Unesco, onde são cultivadas várias plantas que servem como remédios populares distribuidos na aldeia.



Como ornamentos e decoração são produzidos machados de pedra, bordunas, arcos e flechas.

Para os Fulni-ô a origem do índio é a sua linguagem, por isso conseguiram mantê-la viva até hoje.








                                                   

                                                   






Grupo de Escoteiros do Ar Brigadeiro Eppinghaus e os Fulni-ô

Assista ao belo video de apresentação Fulni-ô "canto sagrado da Mãe Terra":



Para saber mais sobre os Fulni-ô:



Sinto uma grande felicidade com esse projeto e ansiosa em compartilhá-lo com você!


Lendas de Bonito no Mato Grosso do Sul

A pedido do querido amigo fotógrafo Hudson Garcia, que está em vias de lançar seu livro sobre a região de Bonito no Mato Grosso do Sul, es...